terça-feira, 12 de agosto de 2014

Diário do Pará - 11/08/2014 - Orgulho de ser do Pará

Apenas "fazer a sua parte" soa egoísta demais. Acredito que é necessário ir além e contagiar outras pessoas sobre a necessidade inadiável de se potencializar o conceito de sustentabilidade: "repensar", "reduzir" e "reutilizar".

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Revista Nossa - Edição 8 - JUNHO/2014 - Casas Sustentáveis

                   Acompanhe o print da matéria Casa Sustentável, da revista supracitada. Mostra um pouco das inúmeras ações e criações que foram pensadas para suprir nossas necessidades com utilização responsável e ideais para quem tem um estilo mais despojado. Em breve estarei aceitando encomendas. 

                   Veja a revista completa no link:
http://issuu.com/revistanossa/docs/revista_nossa_ed._8.compressed




segunda-feira, 26 de maio de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Arquiteto Murilo Rodrigues na Revista Casa Cláudia - fevereiro 2014

               Há anos tenho assinatura da revista Casa Cláudia e há meses percebo a interação dos leitores a partir de pequenos concursos de fotografias feitas no aplicativo INSTAGRAM. Ao ler a edição de janeiro vi que solicitavam que os leitores que possuem o app supracitado, marcassem suas fotos de "cantos verdes" em suas residências, pois os melhores registros seriam publicados na edição de fevereiro. Não hesitei! Minhas plantas são uma das minhas grandes paixões em minha casa e em toda data especial prefiro presentear minha esposa com espécies vivas (plantadas), pois vem lindas da loja e tem a possibilidade de continuar a beleza em cada floração. Latas de tinta, oriundas da reforma da residência e "presenteadas" pela minha prima Marina Rodrigues, que tem uma loja de pintura automotiva, foram reaproveitadas para o plantio de rosas meninas entre outras plantas. O resultado é um jardim colorido e sustentável, que você confere nas imagens abaixo.

Fotografia da Revista Casa Cláudia edição de fevereiro/2014


Foto publicada no meu perfil @arquitetomurilo no aplicativo INSTAGRAM

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Residência unifamiliar

Há algum tempo o casal estava querendo construir uma casa que suprisse as necessidades e anseios para uma advogada e um sociólogo. Compraram uma residência já quarentona e contrataram o arquiteto Murilo Rodrigues para desenvolver o projeto de reforma o imóvel que ocupa toda a área do lote. A discrição do casal deveria ser refletida na fachada da casa. Tons terrosos e traços retos deixam um ar contemporâneo e ao mesmo tempo discreto.

Vista da fachada
 
O primeiro passo foi criar outra vaga de garagem, pois antes só existia uma vaga e a outra parte era ocupada com uma sala.

Vista da garagem
 
Demarcando um hall de entrada e camuflando a escada caracol que possibilita o acesso ao mezanino criado, foi concebida um painel em alvenaria revestido com pastilhas em mosaico de madeira.
 
Vista do hall de entrada
 
A setorização precizou ser refeita, trazendo a cozinha, antes nos fundos do terreno, agora fica ao lado da sala. Ao receber os amigos para jantar, os convidados podem desfrutar da sala e interagir com os anfitriões que prepararam os alimentos no compartimento ao lado.

Vista da cozinha

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Carro de mão vira floreira


A primeira postagem do ano não poderia ser outra. Sustentabilidade tem sido um assunto muito comentado nas feiras e mostras de arquitetura como uma solução à redução do descarte de materiais passíveis de reciclagem. Em outro poste mostrei como se pode reaproveitar uma bobina de fio elétrico e fazê-la se tornar uma mesa. Para conferir, basta clicar na tag sustentabilidade ao lado.

Essa é a história de um carro de mão que desempenhou arduamente seu papel. Carregou terra, pedras, areia, cimento, seixo e argamassa até a completa exaustão de sua capacidade produtiva. O objeto que poderia ter sido colocado de lado desde a sua primeira quebra, foi concertado e serviu para começar a obra de reforma da reforma da minha atual residência.

Nada mais justo a um dos instrumentos de fundamental importância para a execução da obra, do que permitir ao mesmo transpor sua função original de carregamento para o deslocamento de materiais de construção para se tornar potencialmente um suporte para se tornar uma irreverente floreira como mostra a foto abaixo, feita nesta manhã.

Carro de mão que virou floreira


No carro de mão, que foi pintado de branco para se resignificar, foram plantadas flores amarelas e brancas facilmente encontradas a preços módicos em lojas especializadas e no chão, sob o carro, trevo de quatro folhas, que nasce facilmente na sarjeta da casa do vizinho, dão um charme a mais na composição.
Detalhe das espécies plantadas (Lantana no carro-de-mão e Trevo dequatro folhas no chão)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Projeto residencial multifamiliar

Com a certeza que em breve conseguirá construir o lar que suprirá seus anseios e necessidades, a empresária solicitou ao arquiteto Murilo Rodrigues, a reforma da casa que comprou recentemente.
Logo na primeira conversa a cliente deixou claro o que queria em relação a plasticidade do imóvel ao exibir fotos de residências que a agradava: telhado aparente, uso de revestimento natural e que possibilite aparência contemporânea com utilização de esquadrias em vidro temperado.
Como ela ainda não tem ao certo a data de início da obra, solicitou apenas o projeto básico, sem prévia determinação de materiais de acabamento, visto que pode-se utilizar algum revestimento que acabe saindo de linha. Todavia, foram realizadas maquetes para poder perceber melhor a volumetria e as ambientações possíveis.
A proposta é multifamiliar, pois o pavimento superior, futuro imóvel do filho, tem independência em relação ao térreo, que abrigará a residência da contratante.
Abaixo algumas simulações da proposta:
 
Vista da fachada frontal da edificação

Vista da fachada
 
Vista posterior
 
Vista posterior
 
Vista da Sala de Estar/ Jantar com vista para bancada da cozinha e jardim posterior

Jardim posterior
 
Croqui da Sala de Banho com vista para jardim privativo
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A casa dos sonhos em um terreno de 8x20m

Em um terreno de 8x20m, o desafio solicitado ao arquiteto Murilo Rodrigues foi conceber o lar que abrigaria a casa de um casal com um filho pré-adolescente e um com dois anos de idade.
As 3 principais exigências do cliente eram:
 
1 - Elaborar um projeto com características peculiares da arquitetura regional, com cobertura em telhas de barro, esquadrias em madeira e pedras como revestimento da fachada;
 
2 - As salas de estar e jantar deveriam estar conjugadas com a cozinha e ter a visão de um jardim lateral; e
 
3 - O espaço da churrasqueira não deveria ser visível do passeio público, a fim de deixar o espaço mais privativo.
 
Maquete renderizada da fachada

Maquete da fachada

Maquete da fachada

Vista aérea

Vista aérea

Maquete das salas de estar e jantar separas da cozinha por um balcão
 
Vista da cozinha

Vista das salas de jantar e estar com vista para o jardim lateral
 
Vista do mezanino

Vista da sala de jantar com vista para o espaço de convivência

Vista da área da churrasqueira com vista para o chuveiro
 

 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer: A Arte de plasmar o habitável

Num mundo de tantos jovens sem perspectiva de vida, sem planos, sem oportunidade ou sem vontade, a morte de um cidadão de quase 105 anos seria natural. Contudo, cheio planos e projetos por fazer, Oscar Niemeyer deixa um legado de fãs arquitetos, engenheiros e todas as pessoas que se permitiram emocionar ao presenciar, mesmo que por fotos ou vídeos, sua arquitetura fantástica e completamente singular.
Brincava com amigos, ao dizer que ele não havia nos deixado, pois era o primeiro arquiteto tombado, que assim como suas obras, não poderia morrer. Um exemplo para quem ama a arquitetura e sente prazer neste ofício que para poucos ainda soa como Arte.
Niemeyer consegue brincar efetivamente com suas proposições arquitetônicas nos deixando quase achar que são esculturas. As formas são escultóricas, mas não categorizadas como esculturas pela simples diferenciação quanto à função desempenhada pela criação: se funciona como abrigo, perde a categoria de escultura e passa automaticamente a caminhar no campo da arquitetura.
Em meados do século XX, um grupo de arquitetos e intelectuais com propostas revolucionárias fundaram o Movimento Internacional por uma Bauhaus Imaginista-MIBI (que depois se juntaria a mais grupos político-artísticos e fundariam a IS - Internacional Situacionista), o qual possuía como diretriz principal a crítica ao extremo funcionalismo da arquitetura ensinada na Bauhaus (escola de Urbanismo, Arquitetura, Cenografia, Design e Artes Plásticas), clamando por uma arquitetura lúdica e que nos possibilite emoção.
Ao estudar estes movimentos supracitados, via nos projetos de Niemeyer a materialização destes desenhos tridimensionais da sua peculiar arquitetura lúdica, fantástica, que sai do “lugar comum”, que emociona. Formas que qualificam a engenharia contemporânea, nos mostrando diversas possibilidades formais do construir com concreto armado, que era sua “massa de modelar”.
Descanse em paz o Grande Mestre da Arquitetura Mundial, que não abandonou seu ideal por uma sociedade sem esta abissal diferença entre classes sociais. Arquiteto Revolucionário, que inspira tantos que almejam o curso de arquitetura e tantos que acreditam que a arquitetura poderá tornar o mundo mais justo, fraterno e bonito.
Abaixo, imagens do Caminho de Niemeyer, em Niterói, um dos lugares projetados pelo Mestre, que tive o privilégio de conhecer.
Teatro Popular de Niterói

Museu de Arte Contemporânea

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Projeto residêncial de moradia multifamiliar de dois pavimentos

O mestre de obras que já havia se tornado amigo da família, não me surpreendeu ao me solicitar o projeto arquitetônico de sua casa, mas sim quando ao telefone, disse que estava no shopping fazendo compras e que queria me pagar pelo serviço. Ele havia recebido uma premiação de um programa de televisão!
 
Como o dinheiro que parecia muito na verdade seria pouco para o que ele queria, disse que fecharíamos o projeto em uma tarde em sua casa e que o pagamento seria a gratidão por trabalhar com tantos arquitetos e me escolher para a empreitada. Seria o seu presente de chá de casa nova.
 
O pedido era que o projeto deveria abrigar uma unidade habitacional no térreo que ele alugaria e a dele no pavimento superior, para ele morar com sua esposa. Em suas palavras, queria uma fachada que tivesse as linhas retas na fachada e que tivesse algo que lembrasse seu time do coração, o Payssandu Sport Club.
 
Com efeito, uma faixa azul marca a fachada, tendo uma faixa cinza bem claro, quase branca, aparece indexada de forma sobressalente, dando espaço a sacada do pavimento superior. A proposta simples, como ele queria, e com as cores azul e branca do sei time de futebol.
 
Vista da fachada